sustentabilidade

Sustentabilidade – uma qualidade pessoal

A crise que passa São Paulo com a água; a Petrobrás em ruína; a economia do Brasil amargada para 2015 – todas essas notícias mechem com o dia a dia do brasileiro. No mundo corporativo, o sociólogo John Elkington fala do “Triple Bottom line” como saída para produzir ações que atendam aspectos econômicos, sociais e ambientais.

No entanto, as causas de algumas mazelas que assolam o País vão a além dessa mera sustentabilidade apregoada por John. Sua origem está no indivíduo, na família – na sua formação cultural.

Um indivíduo sustentável é aquele que tem uma boa saúde física, mental e espiritual. Enfim, aquele capaz de viver uma longa vida feliz. Uma pessoa que se entrega ao excesso de alimentos, ao vício das drogas, ao gasto perdulário não tem uma vida sustentável. Uma família sustentável é aquela capaz de fornecer uma casa confortável e um lar feliz, com amor e segurança. Assim, uma organização sustentável é aquela que deve obter retornos socioeconômicos razoáveis para satisfazer todos os seus stakeholders – partes interessadas. Ou seja, utilizar sua “razão social” por meio de indivíduos que legitimem sua real contribuição ao País.

É a qualidade das pessoas que faz ou desfaz uma sociedade – que garante uma família feliz e, sobretudo organizações e governos mais eficientes e éticos. Essa qualidade depende da compreensão da família, da sua formação de caráter, da cultura religiosa, do sistema de ensino e da interação com o outro na sociedade.

As manchetes estarrecedoras são frutos de uma cultura construída sem planejamento – em que o poder é feito para “ser servido” e não para servir – institucionalizada pelo caos e olvidada do amanhã.

A saída advirá quando os cidadãos de bem forem protagonistas de uma sustentabilidade que edifique as relações e as qualidades pessoais dos brasileiros. Sem isto, jamais se cultivará uma sociedade mais humana e ética, na qual desenvolvimento econômico, meio-ambiente e impacto social dialogam em um mesmo patamar.

Publicado originalmente no jornal Diário Catarinense

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