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Ritmo Olímpico: Por que não somos campeões na Educação?

Com as Olimpíadas chegando, é normal ouvirmos histórias de superação, jovens que dedicaram suas vidas ao esporte. A rotina de treinos intensa, com horas e mais horas diárias de exercícios, com o acompanhamento do treinador, que consegue estimulá-los a obter o melhor de si. Todo o esforço em prol de uma medalha, que não é apenas um pedaço de metal, mas simboliza o orgulho e reconhecimento de toda uma nação.

Na educação não é diferente. São horas diárias de estudo, durante anos, com o acompanhamento do professor, que repassa seu conhecimento e busca o melhor de cada aluno. O esforço final se traduz em um diploma, que não é apenas um pedaço de papel, mas representa o empenho, a dedicação dos familiares, qualificação profissional e o futuro do país.

Infelizmente, porém, não é tão simples como parece. Assim como as Olimpíadas precisam de recursos para ter locais de treino e competições de qualidade, a educação precisa de escolas bem equipadas, com professores bem pagos e capacitados, capazes de extrair o melhor de cada jovem. A própria motivação do jovem atleta e do jovem estudante muda com condições adequadas para a realização das suas funções.

E essa situação está longe de acontecer. Apesar de uma melhora nos níveis de rendimento dos estudantes brasileiros, pesquisa divulgada no início deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que, entre os 64 países pesquisados, o Brasil está entre os 10 com piores rendimentos escolares em matemática, leitura e ciências.

Esses dados são alarmantes, pois reforçam o fato de que não basta que os estudantes frequentem a escola. É importante que o ensino seja de qualidade, para que se tornem cidadãos informados, profissionais qualificados e pessoas desenvolvidas intelectualmente. Da mesma forma que a preparação qualificada dos atletas resulta em medalhas, a educação de qualidade reflete na quantidade de inovações, empreendimentos, desenvolvimento da cultura e da sociedade.

Mesmo em Santa Catarina, que é classificada como um dos estados com melhor índice de desenvolvimento humano, o que engloba também os aspectos educacionais, ainda há muito a ser melhorado. Esta semana, apesar de ter os dados contestados pelo governador, o Ministério Público de Contas (MPC) solicitou a intervenção federal no estado, alegando que há 15 anos o governo catarinense não aplica os 25% da arrecadação na educação, conforme exigido por lei.

Uma infraestrutura adequada, professores bem remunerados, capacitados e motivados são aspectos essenciais para uma educação eficiente, com projetos inovadores que envolvam teoria e prática, e sejam capazes de atrair a atenção dos alunos de diferentes formas, respeitando suas individualidades. 

A esperança é que um dia ainda possamos subir nos “pódiuns” não apenas dos esportes (que também são parte importante na formação do indivíduo), mas também nas diversas categorias do prêmio nobel, nas feiras de tecnologia e matemática, nos eventos de ciência, entre outros.

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