empreendedorismo

Estimulando o desenvolvimento com incubadoras sociais

Especialmente com o desenvolvimento tecnológico, as incubadoras passaram a ganhar mais destaque como fonte de incentivo ao empreendedorismo, à inovação e à economia. Essas incubadoras são, basicamente, organizações que recebem empresas em estágio inicial e oferecem facilidades para estimular o crescimento desses novos empreendimentos, como assessoria, treinamentos, além de custos mais baixos para estrutura e equipamentos. Apesar de parecer algo novo por estar em sintonia com o segmento de empresas de base tecnológica, esse conceito surgiu na década de 50 nos Estados Unidos.

A partir deste mesmo princípio, novos modelos de incubadoras foram surgindo. E um dos mais recentes são as incubadoras sociais, que estimulam o desenvolvimento de Negócios de Impacto Social. O Brasil tem um papel especial neste segmento, já que a primeira incubadora social do mundo foi criada, em Recife, a partir de uma parceria entre a Fundação W.K. Kellogg e o Sebrae, em julho de 2002.

Como já comentamos em outros momentos aqui no blog, os Negócios de Impacto Social são empreendimentos que partem de demandas sociais e desenvolvem soluções escaláveis para esses problemas, podendo ou não receber lucro por isso, de acordo com a política financeira da empresa. Assim, esses negócios conseguem obter impacto social com maior eficiência a partir de técnicas do mercado.

Em termos de política pública, incentivar a criação de incubadoras sociais é uma forma bastante inteligente de estimular o empreendedorismo, a inovação, o desenvolvimento social e local, ao mesmo tempo. Ou seja, se o Estado criar incubadoras sociais ou conceder incentivos fiscais para a criação desse tipo de incubadora torna-se fundamental para fortalecer o conceito de empreendedorismo social entre outros setores. Novos empreendedores poderão começar seus negócios de uma forma mais fácil, tendo o apoio adequado para que a sua iniciativa cresça e se desenvolva, fugindo dos altos índices de fechamento de empresas em estágio inicial. E, por fim, o resultado social desse esforço será o próprio produto da empresa, que criará soluções para diminuir a desigualdade social, melhorar a educação, promover a saúde, entre diversos outros segmentos em que essas empresas poderão atuar.

Para colocar essa ideia em prática e se tornar referência no assunto, Florianópolis tem “a faca e o queijo” na mão. A ilha é reconhecida nacionalmente como um polo de tecnologia, com associações de peso como a Acate e também incubadoras de base tecnológica que são referências no país. Além de instituições Comunitárias e Institutos Sociais que já realizam e estimulam diversas ações que promovem impacto social, por que não fortalecer mais expertises em diferentes segmentos por meio de incentivos do governo a fim de gerar soluções ainda mais realizáveis para toda a sociedade.

Fonte: https://ruimesquita.wordpress.com/2003/06/04/o-que-e-uma-incubadora-social/

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