empreendedorismo social

Empreendedorismo Social: tendência ou modismo?

O capitalismo foi responsável por avanços sociais, e possibilitou a evolução das condições de vida de uma parte considerável da população. A comodidade e a facilidade trazidas pelos avanços tecnológicos são evidentes.

Por outro lado, a concentração de renda, as crises econômicas, a violência, o descaso com a educação, a corrupção em todos os níveis, a saúde problemática também tornaram-se flagrantes.

Talvez por isso, nunca se falou tanto na união destes termos: empreendedorismo e impacto social. Há muito convivemos com as atitudes altruístas dos empreendedores sociais por meio de ONGs – cuja criação foi fundamental para auxiliar o Estado a satisfazer interesses sociais.

Mas por que hoje o empreendedorismo social adquire tanta relevância? Alguns dizem que o termo virou até uma buzzword – palavra da moda. O fato é que as impressões digitais desses empreendedores já ultrapassam os muros do Terceiro Setor e são uma realidade também nas empresas privadas e na Administração Pública.  

A cautela que se deve ter, portanto, é com o adequado propósito que esses diferentes atores buscam imprimir em suas ações a fim de que estas não se configurem como um simples  “social washing” (maquiagem social).

Por isso, é importante distinguir quando se fala de impacto positivo com o mesmo tom que se diz realizar impacto social. Não se pode negar, por exemplo, o impacto das relações que trouxe o Facebook, ao permitir que bilhões de pessoas se comuniquem em uma rede mundial. Ou até mesmo um banco, que além de empregar milhares de pessoas diminui o custo de transação ao facilitar negociações na economia. Ou dos co-workings (escritórios compartilhados) que conectam pessoas e serviços em um único espaço.

No entanto, se esses setores querem causar impacto social, precisarão ir além. Necessitam não somente falar em colaboratividade, mas sim aplicar toda a sua expertise empreendedora em ações que realmente transformem os indicadores sociais.

E para aperfeiçoar de forma teórica e prática este perfil empreendedor, uma iniciativa que merece destaque é a da Faculdade Católica de Santa Catarina, que abriu inscrições para o primeiro curso de Pós-Graduação em Gestão e Empreendedorismo Social no Estado de Santa Catarina.

Logo, o fortalecimento deste ecossistema surge como objetivo não só da Faculdade, mas de muitos outros atores que visam encontrar soluções mais inclusivas para os dilemas criados pelo capitalismo. Exatamente por isso empreender socialmente se torna mais do que uma tendência e sim uma autêntica filosofia para repensar e influenciar o papel das organizações, dos governos e inclusive aumentar ainda mais a atuação do terceiro setor na construção de uma sociedade mais humana, ética e sustentável.

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